sábado, 31 de março de 2012

O Famoso Sal de Ervas

Nutrição e Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica, que acomete a pele dos indivíduos e afeta 2% da população. Tem origem genética, porém sua causa ainda é desconhecida. Ocorre na mesma proporção em ambos os sexos, podendo surgir em qualquer época da vida, principalmente entre os 20 e 30 anos e entre os 50 e 60 anos de idade.
É uma doença caracterizada por lesões que ocorrem na pele, em diferentes graus a depender do tipo. Não se trata de uma doença contagiosa, embora muitas pessoas se afastem de pessoas com psoríase acreditando que possa ser. Manifesta-se de forma alternada, alternando períodos de remissão e exacerbação dos sintomas clínicos. Os períodos de exacerbação são desencadeados por fatores ambientais como o clima frio, estresse, vírus, fungos, bactérias, fumo, álcool, drogas e alimentação. As partes do corpo onde mais aparecem lesões são no joelho, cotovelo, couro cabeludo, palma da mão e sola dos pés.
Alguns estudos fazem a associação da psoríase com a intolerância ao glúten. As pessoas com intolerância ao glúten possuem uma maior permeabilidade intestinal, o que permite a passagem de bactérias e partículas de alimentos mal digeridos na barreira intestinal, desencadeando um processo alérgico e inflamatório, consequentemente, piorando os sintomas da psoríase. A prevalência e a gravidade das manifestações da doença têm se mostrado diminuídas em indivíduo que praticam o jejum ou segue uma dieta hipocalórica. Porém, os mecanismos que fazem com que a doença se manifeste de forma mais amena nessas situações ainda é desconhecido. Acredita-se que a restrição calórica e o jejum estão associados a uma menor ingestão de ácido araquidônico, responsável pela produção de substâncias inflamatórias, e a diminuição do estresse oxidativo, ambos exercendo efeito sobre a inflamação crônica.
Dietas vegetarianas podem exercer efeitos benéficos para pacientes psoriáticos, pois estão associadas a uma menor ingestão de ácido araquidônico e uma menor produção de substâncias pró-inflamatória no organismo da pessoa. Porém, podemos diminuir ou balancear a ingestão de ácido araquidônico oferecendo ao paciente mais ácido eicosapentaenóico, o qual será metabolizado pelas mesmas enzimas do araquidônico, porém dando origem a substâncias menos inflamatórias, exercendo efeito antiinflamatório. Os estudos com ômega 3, que seria uma boa fonte de ácido eicosapentaenóico, ainda não são conclusivos quanto a dose recomendada, mas a maioria dos estudos demonstram melhora nos quadros psoriáticos.
Também importante no tratamento da psoríase é a ingestão de nutrientes antioxidantes, que atuam combatendo os radicais livres e o modulando o estresse oxidativo, ambos associados com a inflamação da pele durante período de exacerbação. Entre os antioxidantes estão o selênio, o beta-caroteno, o alfa-tocoferol, capsaicina, zinco, quercetina, entre outros. Aloe Vera também é interessante para auxiliar no processo de cicatrização das lesões. Bastante utilizado no tratamento da psoríase, o calcitriol, ou vitamina D, tem efeito antiproliferativo e imunomodulador. Geralmente utilizado como suplementação oral e também uso tópico nos períodos de exacerbação da doença.
Pacientes psoriáticos devem evitar a ingestão de álcool e o fumo, pois ambos estão associados com uma maior gravidade da doença, já que atuam aumentando o estresse oxidativo. O álcool, quando ingerido em períodos de exacerbação, pode, inclusive, aumentar o risco de cirrose hepática se associado a medicamentos que são hepatotóxicos.
Sendo assim, o acompanhamento de um profissional nutricionista é importante para trabalhar com os melhores alimentos e nutrientes antioxidantes e antiinflamatórios, amenizando assim os sintomas da psoríase.

Os alimentos termogênicos

Os alimentos termogênicos são aqueles que apresentam dificuldade em ser digeridos pelo organismo, fazendo com que esse consuma maior quantidade de energia para realizar a digestão. Todos os alimentos são considerados termogênicos, porém existem alguns que se destacam mais que os outros porque induzem o metabolismo a trabalhar com ritmo acelerado gastando, assim, mais caloria.

Para perder peso o ideal é praticar exercícios físicos e alimentar-se melhor, pois a ingestão exagerada desses alimentos pode não ser tão gratificante como esperado, pois devem ser consumidos com o acompanhamento de nutricionistas que determinarão, segundo as características de cada indivíduo, a quantidade correta para serem ingeridos. Pode haver dores de cabeça, insônia, problemas no aparelho digestivo, tontura e outros problemas se os alimentos termogênicos forem consumidos em demasia e sem supervisão.
 

Lichia é diferente de Semente de Chia !

A lichia é uma fruta ainda desconhecida por boa parte dos brasileiros. Sua safra começa entre outubro e novembro e dura até o fim do primeiro mês do ano.  Um pouco menor do que uma ameixa, a lichia possui uma casca grossa e avermelhada, que deve ser retirada na hora de comer, como a banana. Docinha, ela agrada ao paladar até mesmo das crianças, mas também é uma boa pedida para quem quer se ver livre de quilos extras, já que a polpa da fruta possui pouca gordura, poucas calorias e muita água. Além disso, a lichia tem uma ótima quantidade de vitamina C: cada 100 g de lichia tem 50 mg da vitamina, o que ajuda a prevenir gripes e resfriados, além de possuir ação antioxidante, combatendo câncer e problemas de coração. A vitamina C ainda ajuda a controlar a taxa de colesterol no sangue e faz bem para a pele.
A fruta é relativamente nova no Brasil entrando com força no país há cerca de quatro ou cinco anos, em regiões como o interior de São Paulo e de Minas Gerais. Isso contribuiu para que o preço da lichia baixasse. Antes, ela era encontrada apenas como produto importado.
A melhor maneira de consumir a lichia é lavar bem sua casca antes de abri-la, para evitar que impurezas contaminem sua polpa. Ela é composta principalmente de vitamina C, mas possui ainda vitaminas do complexo B, cálcio, sódio e potássio. Em termos de minerais, o potássio é o micronutriente predominante no fruto.
O pericarpo (casca) da lichia pesa em média 15% do peso da fruta e contêm quantidades significantes de compostos fenólicos, antocianinas que são os principais polifenóis.  As antocianinas desempenham uma função farmacológica importante contra varias doenças, como doenças cardiovasculares, câncer, inflamações e alergias. Alguns estudos indicam que o pericarpo da lichia é um potente “varredor” de radicais livres e possui uma forte atividade antioxidante, o que sugere seu uso como uma fonte natural de antioxidante.
 

Conhecendo o Óleo de Coco

O coco é bastante difundido no Nordeste brasileiro e seu óleo, rico em TCM (triglicérides de cadeia média) é amplamente utilizado indústria alimentícia. A gordura bruta de coco foi bastante utilizada no passado sendo posteriormente substituída na culinária por óleos vegetais industrializados e margarinas.
O óleo de coco é um derivado da massa do coco, rico em gorduras saturadas. Em relação à sua produção, o óleo de coco é extraído a frio, pois como todo óleo que passa por processo de hidrogenação, como no caso das margarinas, também o de coco, se industrializado e muito aquecido, torna-se rico em gorduras trans, que causam oxidação e prejudicam o equilíbrio do perfil lipídico do sangue. A vantagem das gorduras saturadas, como a de coco, é que são as mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. Portanto, podem representar uma opção interessante para uso culinário. Geralmente os óleos vegetais são compostos basicamente de ácidos graxos de cadeia longa e armazenados no organismo como gordura corporal, ao contrário do óleo de coco, que é utilizado como energia para o metabolismo. Isso porque, apesar de o óleo de coco ter em sua composição uma elevada concentração de ácidos graxos saturados, estes, são de cadeia média, apresentando então, comportamento metabólico diferenciado em virtude de suas características estruturais. Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) apresentam fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação, tanto no ambiente quanto no organismo. Sendo assim, não representam um fator de risco cardiovascular e, ao contrário, podem exercer um efeito protetor. Com as novas constatações científicas foi possível verificar que uma dieta rica em óleo de coco não aumenta o colesterol e nem o risco de se desenvolver doença coronariana, como se imaginava, mas opostamente, o óleo tem a propriedade de aumentar a fração HDL do colesterol. Além disso, a gordura do coco leva à normalização dos lipídeos (gorduras) corporais, protege o fígado dos efeitos do álcool e aumenta a resposta imunológica contra diversos microrganismos, sendo também benéfica no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Com base nestes dados conclui-se que o produto não é prejudicial e, ao contrário, pode ajudar a proteger o organismo e promover a saúde. Atualmente o óleo de coco está sendo muito utilizado como um suplemento, na sua forma natural e em cápsulas. Cerca de 50% da gordura do coco é composta pelo ácido láurico, o seu principal ácido graxo de cadeia média, que, no corpo humano se transforma em monolaurina, um monoglicerídeo capaz de exercer ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária, por meio da destruição da capa lipídica de vários microorganismos, tais como: Cândida albicans, Citomegalovirus, Clamídia, Estreptococos, Giárdia, Helicobacter pylori, Herpes, entre outros.
Além do ácido láurico, cerca de 7% dos ácidos graxos do coco é composto pelo ácido cáprico, que se transforma no organismo em monocaprina, um composto também com propriedades antimicrobianas, notadamente contra o vírus HIV, a Clamídia, o ambos os tipos de herpes, simples e zoster.
Recentes pesquisas comprovam ainda que o óleo de coco pode desempenhar atividade antiinflamatória devido à sua capacidade de elevar os níveis da interleucina 10, um poderoso agente antiinflamatório. As mesmas pesquisas, ainda citam uma possível relação entre o consumo do produto e a menor incidência de câncer de mama e câncer de cólon.
O óleo é também rico em vitamina E, um grande agente antioxidante. Uma vantagem do óleo de coco é que ele se conserva por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou adição de produtos químicos.
Embora os estudos atuais demonstrem as propriedades nutricionais benéficas do óleo de coco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não o reconhece como um alimento funcional, e portanto, não estabeleceu a recomendação do consumo do produto e de seus componentes. As pesquisas, no entanto, indicam que um adulto provavelmente obtém os benefícios do alimento ingerindo de 10 a 20 g de ácido láurico por dia.

O que é balão Gástrico ?

Aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o balão gástrico é um dispositivo inserido no estômagopor meio de cirurgia. Seu objetivo é proporcionar sensação de saciedade
 
Quem pode fazer o procedimento?                       
O balão gástrico visa atender a pessoas com obesidade, ou seja, IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 30, e que não atingiram resultados satisfatórios com dietas e medicamentos. Para calcular o IMC, divida o peso pelo quadrado da sua altura. 

Como funciona o emagrecimento?
A permanência do balão gástrico no estômago é de no máximo seis meses. Nesse período, o paciente perde em média 12% do peso inicial. Caso o nível de obesidadeseja elevado, há possibilidade de inserir um novo balão no intervalo de um mês após a retirada do primeiro.
Após o procedimento, é necessário um tratamento multidisciplinar (médicos, nutricionista, psicólogo e preparador físico), para a manutenção dos resultados alcançados.  

Quais são os efeitos colaterais?
Náuseas, vômitos e dor abdominal logo após o procedimento.


Sintomas, Causas e Tratamento da Disbiose

Sintomas:
Flatulência, alteração do ritmo normal intestinal, distensão abdominal e a hipovitaminose (porque a flora intestinal sintetiza vitaminas, principalmente as do grupo B).
Existe uma relação entre a permeabilidade da membrana da mucosa intestinal e a flora intestinal normal. Portanto, quando estamos diante de um quadro de flora intestinal anormal, teremos uma inadequada quebra de peptídeos e reabsorção de toxinas do lúmen intestinal. Estas toxinas caem na circulação portal e podem produzir efeitos farmacológicos, “efeito exorfina”, dando quadro de letargia observado nos casos de múltipla sensibilidade a alimentos.
Este fenômeno pode produzir uma grande quantidade de patologias, que vão de depressão a artrite reumatóide. É importante entender que a presença no cólon de fezes putrefativas, gerando placas duras e aderentes a mucosa intestinal, libera toxinas para todo o organismo. Estas toxinas podem ser alimentadas pela pele, onde teremos quadro de urticária e acne, ou para as articulações, gerando quadros de inflamação e até mesmo lesões articulares como a artrite reumatóide.

Causas:
Uso indiscriminado de antibióticos
Uso indiscriminado de antiinflamatórios hormonais e não hormonais
Alergias alimentares
Abuso de laxantes
Nutrição pobre, com consumo excessivo de alimentos processados em detrimento aos alimentos crus
Excessiva exposição a toxinas ambientais
Doenças consuptivas (câncer e Aids)
Disfunções hepatopancreáticas
Alteração de pH gastrintestinal
Stress
Diverticulose

O Diagnóstico da Disbiose se dá pelas seguintes considerações:
História de constipação crônica, flatulência e distensão abdominal
Sintomas associados como fadiga, depressão ou mudanças de humor estão freqüentemente presentes camuflando a doença intestinal como causa
Culturas bacterianas fecais
Exame clínico revela abdômen hipertimpânico e dor à apalpação particularmente do cólon descendente
Avaliação pela eletroacupuntura de Voll, onde o índice de quebra nos pontos de medição do intestino grosso, intestino delgado, fígado, pâncreas e baço são importantes nesta patologia, proporcionando principalmente nos pontos do intestino grosso e delgado a possibilidade de diagnosticar o agente patológico da disbiose.
Teste pelo Vegatest, EIS ou Moraterapia.
Tratamento

1- Dieta
- Evitar: carnes vermelhas, leite de vaca e derivados, leite de cabra, ovos, soja, açúcar branco e alimentos processados.
- Consumir: grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas, grãos, castanhas e outros legumes
2- Probióticos (Lactobacillus)
3- Prebióticos (inulina e FOS)
4- Lavagens colônicas (hidrocolonterapia) nos casos mais graves
O stress psíquico deve ser identificado e tratado adequadamente.